sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Cromo N.º 85 - Rinat Dasaev



E pronto, matem-me e esfolem-me. Pra mim é este, o Bats e o Goicoechea aquele. Três frangoleiros que ganharam fama internacional que não mereciam. Até o Labreca se calhar merecia mais, se o critério fosse defender penaltis em fases finais de euros e mundiais.

Se bem que este... eu até me lembro de achar que ele era bom, mas não tão bom como diziam, quando o via em jogos da CCCP. Havia quem falasse dele como um monstro... e nunca vi isso. Ainda há uns tempos fui ao youtube tentar confirmar ou desconfirmar a minha opinião de teenager e fiquei na mesma. Uma compilação de defesas dele... tudo defesas normais, nada de espectacular mesmo, tudo muito hypezado, cheira-me que era um aproveitamento de antigamente passarem poucos jogos na tv, e muita propaganda pró-soviética, isso sim. Além disso irritava-me um bocado aquelas fanzocas dele que pronunciavam "Dáss-tá-éfe" (e se calhar até é assim que se diz, eheheh).

Competente, sim... mas muito, muito, muito sobrevalorizado na minha humilde opinião. Se não concordam, leiam esta cena dele em Sevilha: "Aunque es recordado como un buen jugador, su paso por el equipo del barrio de Nervión no fue especialmente bueno. Rinat Dasaev llegó al Sevilla como un gran portero, pero no destacó en el club. Es más, en su primer partido, como dicen en "Futbolistas con Karma", encajó un gol en el primer disparo a puerta que le hicieron. Imagínense como le fue en el Sevilla, que acabó como entrenador de porteros cuando tenía contrato como jugador..."

Se lerem mesmo tudo ficam sabedores também que teve um acidente de carro duas vezes no mesmo fosso. Beat that, Sergei Yuran.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Cromo N.º 84 - Ewald Lienen



Interrompemos a nossa programação de frangoleiros sobrevalorizados para meter este tal de Ewald Lienen. Quem? Isso mesmo. É o nome do alemão que o AEK contratou em vez do Sérgio Conceição e nos dias de hoje usa um cabelinho mais ATINADO (não percebo bem este leilão em alemanhês, mas parece que cortaram dois cromos/postais para conseguir completar o autógrafo dele, mas mesmo assim parece que pouco gente licitou aquilo).

Se bem que, por mais que me pareça, ele não é um completo desconhecido para mim. Já viram umas imagens a preto e branco dum jogador com a coxa toda rasgada em pleno relvado? Não queiram VER, era ele sim.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Cromo N.º 83 - Joel Bats



Bem, se é para fazer uma trilogiazinha, bora lá ao meu top de guarda-redes sobrevalorizados. Este então nem devo ser só eu a pensar isso, até os próprios franceses... no tempo que não passavam duma segunda ou terceira eliminatória nas provas europeias, os gajos da revista "Onze", antes de se fundirem com a "Mondial", gostavam muito de meter um jogador francês no melhor onze do ano. Chegou a ser este e chegou a ser o Amoros. Isto num tempo em que Zidanes e Henrys ainda eram iniciados ou isso.

Mas o Joel aqui neste cromo até parece o Domingos do Irís, por isso respect também. E nem sabia que ele tinha sido do Sochaux e do Auxerre (jogava nesses, quando foi campeão europeu em 84), pensei que tivesse sido daqueles PSG pour toutatis et por toute la vie.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Cromo N.º 82 - Sergio Goicochea



Sempre achei que este guarda-redes normalíssimo tinha tido a sorte da vida dele ao defender não sei quantos penalties no Mundial de 1990 (Pumpido lesionou-se ou foi expulso, não foi?), mas agora vejo que não é só isso. Ficar imortalizado numa colecção da Panini in the italo-american gangsta não é para qualquer um. Respect.

E parece que o nome é mesmod e origem basca, tal como o do gajo do Bilbao que partiu a perna ao Diego Armando.

domingo, 7 de outubro de 2012

Cromo N.º 81 - Jan Ceulemans



E pronto, cromo dos adversários europeus acho que só faltava um do Brugges... como o Papin já foi colado, é este do tempo em que a selecção Bélgica era conhecida por "diabos vermelhos" e eram mesmo diabólicos, apesar de por vezes me irritarem um bocado, tinham sempre um ganda guarda-redes, um líbero, três centrais, dois trincos, um italo-belga a pautar o jogo a meio-campo (o Enzo Scifo, claro) e depois este matacão lá na frente que não perdoava.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Cromos Nº 78, 79 e 80 - Róth, Lazlo e Péter Disztl



Há cenas do camandro... a minha primeira referência de vida ao Videoton é uma equipa desconhecida que aparece na final da Taça UEFA em 1985, com dois irmãos gémeos barbudos. Que depois me aparecem mais tarde nos cromos do México 86. Que eu meti na cabeça que apareciam em cromos duplos. Nada disso. Apenas equipas mais pequenas tipo Coreias, Costas Ricas e Canadás é que apareciam em cromos duplos. Um desrespeito, na minha opinião. Outro engano que a memória me foi atraiçoando ao longo dos anos foi dos dois gémeos serem barbudos. É que o guarda-redes era, mas o defesa não! O que me confundiu todo foi outro jogador hungaro que parecia gémeo do guarda-redes, um tal de Antal Róth (que depois do Mundial do México ainda andou pelo Feyenoord).

Agora que a intermete nos pernit verificar a carreira desta malta toda com uns quantos cliques, é fixório topar que o frangoleiro tem um percurso deveras peculiar, indo para a RDA e para a Malásia antes de retornar ao seu país no pós-queda-do-muro, separando-se do irmão (que tinha acompanhado do Videoton para o Honved, para que eu os reencontrasse na caminhada do Benfica para a final da Taça dos Campeões Europeus em 1990, num jogo de competições europeias estranhamente jogado de tarde na Luz, numa goleada de 7 ou 8 em que o Sven-Goran fez aquela jogada do meter-um-médio-a-lateral, acho que o Paneira no lugar do José Carlos para meter a gazela abel Campos também ou algo assim), o Lazlo, cuja única experiência no exterior foi na Bélgica, ao serviço do Club Brugges, que na altura com Ceulemans e mais 10, normalmente era campeão.

Cromo N.º 77 - Safet Susic



Continuando a cena que tenho feito, um cromo do PSG só podia ser este ou o Gabriel Calderon, porque são a malta de quem me lembro do tempo deste equipamento fantástico que chegou a estar à venda pelo menos em duas lojas de desporto em Olhão no início da década de oitenta, quando era mais difícil que o caraças encontrar camisolas oficiais à venda.

Conheço um gajo que tem ou tinha esta, que para mim é "o" verdadeiro ex libris da Le Coq Sportif (vá, juntamente com uma da Argentina 86, se quiserem). Sobre o cromo, tal como o Calderon, tenho ideia que ainda fizeram uma perninha nas respectivas selecções (se bem que o Susic agora tem outro país, do qual é seleccionador, a Bósnia) na estate italiana do Itália'90. Mas ninguém tirará Higuita, Milla e Schillachi dos nossos corações nesse mundial do catenaccio e das bandeiras romenas furadas.

Sobre as camisolas da marca franciuzeça, eis um ARTIGUINHO que é um bocado para o extenso e que tinha guardado para ler, e cagora vou ler em conjunto com os 4 visitantes deste meu bloguinho.