quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Cromo N.º 76 - Tanju Çolak



Já que tou numa de ir buscar gajos dos adversários dos portugas, eis um mito daqueles que antigamente se ouvia falar como o próximo Camataru, Adolfo "el trem" Valencia ou Darko Pancev e que parece que era mesmo isso, porque the real thing foi, se calhar, o Hakan Sukur.

Acho que era um bocado sobrevalorizado (apesar de ter sido melhor marcador dos campeonatos europeus em 87/88, sendo o único jogador turco até hoje a conseguir isso), pois lembro-me que quando finalmente vi um jogo dele não o achei nada de especial. E agora que pesquiso por ele, fico sabedor que não foi eterno no Galatasaray, pois ainda jogou no Fernerbache, o que não me parece que tenha sido pacífico. A não ser que o treinador fosse o Ivic e o tivesse dado como "finito".

Ah, e agora sei que é Çolak e não Colak. Se bem que a cedilha é capaz de não ter o mesmo valor fonético para os turcos.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Cromo N.º 75 - Victor Muñoz



Ainda hoje, tal como na era do ronaldinho gaúcho, me faz confusão o Barça ser sinónimo deste "joga futsal bonito", pois quando comecei a aprender futebol espanhol as equipas de regiões mais para o separatismo, tipo as bascas e não só, eram mais raçudas e tal, e o Real é que jogava o futebol bonito, com a leveza do equipamento branco que nem umas meias em baixo de um Gallego ou Gordillo pareciam sujar.

Pensando bem... toda a gente em Espanha jogava na base da fúria menos o Real, não é? Vá, um Sevilha que fosse, daí ter contratado aquele treinador que deixou o Benfica pela primeira vez fora da UEFA. E este Victor com pouco pescoço e muito queixo era o símbolo disso que falo, no Barça e na Roja. Tanto que agora que revejo a trajectória dele parece que apaguei da memória que ainda andou pela Sampdoria e pelo Saragoça e que nem era catalão, mas sim de Saraçoça, onde começou e quase acabou (ainda foi fazer uma perninha ao St. Mirren da Escócia).

Por isso é que era giro ver, por vezes, um Laudrup a jogar no meio de 10 raçudos barcelonistas. Por isso é que é giro recordar que uma vez fui a Huelva de propósito ver o Aimar jogar pelo Saragoça (não, não sou o ÚNICO) e um ou dois anos depois um dos gajos que tinha ido comigo quis ir ao mesmo estádio de propósito para ver o Getafe, treinado pelo ex-jogador fétiche seu, esse mesmo Laudrup. O Getafe deu um bailinho à equipa do Carlos Martins, que era treinada por este Victor. Que no final do jogo teve o Nuevo Colombino todo a gritar para se ir embora, e que depois, armado em Álvaro Magalhães, ouvimos na rádio espanhola no regresso para casa, o gajo todo snob a dizer que aquilo não era pressão nenhuma, 10 ou 20 mil gajos a criticá-lo, porque tinha sido um grande jogador e estava habituado a jogar em estádios com 100 mil. Pouco tempo depois foi despedido.

E um mês ou dois depois o Benfica de Camacho que seria pouco depois de Chalana calhou-lhe em sorte na UEFA esse mesmo Getafe. A maior parte da malta pensou que era favas contadas, mas nós 3 ou 4 algarvios que tinham visto o jogo em Huelva, soubemos logo que não iria ser pêra doce não senhor. A equipa do Laudrup jogava a montes à bola. E eliminou o Benfica.

Engraçado de verificar ahora és también que na época seguinte o Getafe tentou dar seguimento a ter um treinador ex-jogador de futebol fino e tal, com o Michel, mas depois teve que substituí-lo por... este mesmo Victor! Não gosto de usar o LOL, mas aqui aplica-se. E neste VÍDEO que me faz tentar lembrar também como era o livre à Camacho acho que também.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Cromo N.º 74 - Ian Wallace



E de novo uma segunda escolha. Depois de Remco Boere, lembrei-me de Peter Hinds, fui ao blog MARITIMO SAUDADE, procurei, procurei, procurei... e se calhar até tá lá, mas achei tão parecidos estes dois jogadores, o Olas e o Wallace, em duas colecções diferentes da mesma época...

E quem era este internacional escocês (três caps apenas) com o mesmo sobrenome que o Braveheart? Um ex-jogador do Coventry, Sunderland e Forest que chegou à Madeira com outro britânico, um tal de COLIN HILL (este com 27 caps pela Irlanda do Norte, que era defesa lá na terra dele, mas parece que jogou a avançado no Caldeirão dos Barreiros naquelas tardes de muita canícola, a palavra que Acácio Pestana ensinou a tantas gerações), que acho que era menos famoso do que ele no UK, mas por cá ficou mais conhecido entre a malta do meu tempo, pois o Record ou a Bola não desaproveitaram a oportunidade para fazer uma capa daquelas que ficam para sempre, quando o gajo marcou um golo que derrotou um dos grandes (Benfica ou Sporting? Isso é que é estranho eu não me lembrar), lá teve que ser "A Balada de Colin Hill".

Falei pouco no Wallace mesmo? Se calhar é melhor, a vida pós-futeboleira não lhe correu assim muito BEM... mas se calhar até merecia que falasse mais dele, pois chegou a ser o jogador mais caro de Inglaterra, em 1980, quando o Brian Clough contratou o gajo para aquele clube bicampeão europeu da cidade do Robin Hood. Diz que aquela cabeleira ruiva e os golos acrobáticos faziam o gajo dar nas vistas. Depois da Madeira ainda jogou na Austrália, e entre 1996 e 1999 ainda tentou ser TREINADOR, mas parece que depois entregou-se mesmo à bebida.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Cromo N.º 73 - Danny Blind



Agora ando numa de trilogias de cromos, e queria fechar estes holandeses com o REMCO BOERE, quando no tempo dos mangongas chegavam a Barcelos estrangeiros da qualidade de um Drulovic (ou talvez NÃO...), mas simplesmente não encontro nenhum do melhor marcador da segunda divisão do país das tulipas em 84 e 86!

E a cena mais marada é que encontrei o gajo no TWITTER, pedi-lhe ajuda e o gajo pediu-me desculpa, mas não me conseguia arranjar nenhum cromo dele próprio. Cromo... saberá ele ao menos que chegou a ser fotografado ao lado do martin jol numa foto de EQUIPA?

Sendo assim, fica uma permanente e um bigode holandeses, de um late bloomer líbero, pois só começou a ser primordial nessa posição já lá para o final da longa carreira, pois ele que não me engane que lembro-me bem que apesar de ser o lateral direito titular do Ajax, não tinha lugar na laranja mecânica de 88, 90 ou 92!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Cromo N.º 72 - Simon Tahamata



Disse que o Been era a minha primeira grande referência holandesa pré-Gullit, mas não é bem assim. Já nem me lembro quem é que defrontou o Feyenoord aí a meio da década de oitenta, acho que foi o Sporting, nas mesmas alturas que o Papin partiu tudo contra o Boavista, e um tal de Tahamata ficou-me na retina (a mim e de certeza a quase todos os putos que viram essa eliminatória). O gajo parecia mais saído daquelas tribos que moravam na floresta onde estava o castelo do Fantasma, o espírito que anda, do que propriamente jogador de bola ou mesmo holandês. Mas jogava a montes, isso jogava.

Aliás, durante anos nem sabia que ele era holandês. Daí nem ser referência. Pensei que fosse praí australiano, e mais tarde indonésio ou algo assim, mas agora fico sabedor que até nasceu na Holanda mesmo, e a origem até é perto ou dentro da Indonésia (Ilhas Molucas, uma cena que há uns 15 anos me disseram que andava lá em cenas com eles tipo Timor, mas que depois nunca mais ouvi falar nisso). De qualquer modo, em 1990 adquiriu nacionalidade belga, vi na internet que manda.

E claro que agora descubro que mesmo antes do Feyenoord já tinha andado a dar cartas por Ajax e Standard de Liége, e que acabaria mesmo na Bélgica, no Germinal (sempre curti este nome nãos ei porquê) Ekeren, talvez daí essa cena de mudar de nacionalidade. E os dois cromos que arranjei dele não correspondem nada à imagem que tinha dele dessa eliminatória da UEFA que me ficou na mente, se calhar exagerada: metro e meio de altura, bigodinho, mega-mullet e um arco e flecha. Calhando não ERA tanto ASSIM, que ele até tinha 1 metro e 64.

sábado, 22 de setembro de 2012

Cromo N.º 71 - Mario Been



Aqui está mais uma das minhas recordações de moço pequeno, mas este é daqueles que tenho a impressão que nunca vi jogar sequer. Nem aparecia nos radares dos resumos, ou pelo menos se calhar apenas raramente. O Pisa não era um colosso, e só me lembro dele ser um dos estrangeiros deles, no tempo em que as duas vagas, que depois passaram a três e assim possibilitaram a Frank juntar-se a Rudd e Marco ou Marcel (isso e o Jorge Gonçalves, claro), faziam com que um gajo tentasse saber mais quem raio eram os stranieri de cada equipa.

Voltei a lembrar-me deste gajo (que mais tarde ou mais cedo colocaria nesta minha caderneta de memórias, tenho certeza) porque reconheci o nome dele como treinador do Genk, que espetou três secos no Videoton do Geometra (o tal que queria ser professor primário e seleccionador de sub-21 à força toda).

O mais estranho que descobri no passado dele como jogador, que até nem é mau, era craque do Feyenoord antes de ir para Itália, é que apenas jogou um jogo pela selecção AA holandesa. E pensar que antes de surgirem Gullits e companhia ele era a minha única referência maior ao futebol do país das tulipas acima de Maarten e Floris...

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Cromo N.º 70 - Eric Assadourian



Queria meter à vossa superior consideração se as fichas da Onze (depois Onze-Mondial, que acho que até começaram por aparecer primeiro na Mondial) também são considerados cromos de colecção. E não sei porquê lembrei-me daquele internacional franciu de origem arménia, o Alain Boghossian que jogou no Nápoles, mas descobri este Assadourian, com as mesmas origens e que aos 30 anos resolveu mesmo jogar pela Arménia!

Ia procurar qualquer coisa no blog de referência (francesa e não só) Old-School-Panini, e dou-me logo com o primeiro dopado na história deles, este ANZIANI, que se não éo John Malkovic, não sei quem quer ser.