quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Cromo N.º 69 - Hugo Sanchez



Falei nisso, colo isso. Furacão Hugo, no Atlético, onde comecei a por vê-lo, como uma personagem de banda desenhada, que marcava golos espectaculares e depois ainda celebrava de maneira igual ou ainda mais espectacular, com aquela cambalhota mítica. Estes via ainda puto, e nem precisava de esperar pelo final do Domingo Desportivo, estes via nos canais espanhois que apanhava, em horário nobre ou por vezes no noticiário à hora de almoço.

Depois acompanhei o seu declínio no Barnabéu, no final decrépito da Quinta del Buitre, e a imagem mais forte que tenho foi de um jogo de final de época, numa altura em que o Real já não ganhava a ninguém, com Hugo a falhar um penálti de forma brutal, quase. Ele que até nisso fazia questão de ser espectacular, mandando gandas bojardas que parecia fazer de propósito para bater na barra e entrar (para dar mais espectacularidade), e nesse falhanço consegue mandar a bola uns bons metros acima da baliza mesmo. Deprimente, mas eloquente. Mesmo com a equipa em crise, o gajo tenta fazer o que sempre fez, para tentar voltar a dar aquela chama ao adepto. Há algo de egoísta mas também nobre nisso. E depois disso acho que ainda jogou até bem quarentão lá no país dele.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Cromo N.º 68 - Jean Tiagana



A esposa do Chalana na altura diz que este é que o lixou em Bordéus. Isso não é uma desculpa um bocado Paulo Nunes ou Deco? Aposto que ainda hoje o JVP também não admitiria isso.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Cromo N.º 67 - Mirko Votava



Um gajo farta-se de aprender a pesquisar sobre cromos antigos. Pensava eu que Mirko era um nome próprio, e afinal é um diminuicoiso de Miroslav. Pensava eu que só depois do 11 de Setembro é que a Alemanha tinha começado a aceitar jogadores nascidos fora de lá e da Áustria na selecção, mas afinal este gajo nasceu em Praga.

E pensava eu que esteve gajo era o típico quase one man club, tipoo Toni do Werder Bremen, que tinha jogado e treinado apenas lá, e afinal tem todo um historial antes disso. Se não bastasse ter jogado no Atlético de Madrid por alturas do Hugo Sanchéz (e desse lembro-me eu ainda colchonero!) e no Borussia de Dortmund, ainda fez parte da equipa da RFA que ganhou o Euro em 1980!!! A minha desculpa é que só comecei a acompanhar a bola de forma mais coiso a seguir ao Europeu seguinte.

Mas este homem é apenas o gajo mais velho a marcar num jogo da Bundesliga, com 40 anos. Sabia que ele tinha jogado até tarde, mas não sabia disso. Enfim, fiquei muito mais sabedor. E até de que aquela cola amarela e preta já sponsorizou aquele clube clube amarelo e preto. E que a fábrica original é na FLORESTA NEGRA. No próximo cromo vou tentar saber a origem dos kalkitos, obrigado.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Cromo N.º 66 - Maurice Banach



Quando fui buscar o Rommel (e mesmo este Marshal aqui abaixo) o nome que estava debaixo da língua e não me saía era este gajo, pá! Fazia-me uma confusão do caraças o aspecto do gajo, nada teotónico como diria o Gabriel Alves, mas também me fazia confusão o modo como Gabriel Alves pronunciava o nome dele, com um simples "a" acentuado no fim, e penso que não era apaenas só isso, deveria haver ali um ruído próximo do início de um escarro ou cuspidela, não?

Ou se calhar até não, porque não consigo descortinar donde vem este apelido, pois a wikipedia diz apenas que era filho de um marinheiro alemão e de uma oficial do exército norte-americano. O nome sugere irão e iraque ou estarei a fazer isto mais confuso ainda? Encontrei isto também: "Em matemática, um espaço de Banach é um espaço vectorial normado completo. Deve seu nome ao matemático polaco Stefan Banach. Os números reais e os números complexos são espaços de Banach onde a norma é o próprio valor absoluto".

Ora, sendo polaco, se calhar até se lia "Banáque", certo? Não: "The 'nach' is pronounced exactly like the German word 'nach'. That is, the 'ch' sounds more like the beginning of the word 'hockey' or 'hanukkah'."

Mas précurando bem, um gajo descobre que o nome vem dos tempos da PRÚSSIA, curiosamente um povo que sempre me deu curiosidade quando aparece nos filmes e depois esqueço-me sempre de ir pesquisar. E o que sei é que o paralelismo que faço dele com o Rommel é que, pouco depois de começar a reparar nos golos dos dois nos resumos, também morreu jovem. Só mesmo isso. Weird, não é?

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Cromo N.º 65 - Olaf Marshall



No tempo em que não havia net nem sportv um gajo via os resumos no final do Domingo Desportivo ou a horas ainda mais impróprias no Remate (que dava a ideia de ser feito num cantinho minúsculo dum estúdio ou dentro duma relóte) e ficava por vezes com nomes de goleadores que depois um gajo ficava a pensar porque é que não apareciam nas selecções dos respectivos países. Isso fazia-me confusão, tipo o Virdis.

Mas nos tempos em que o Kaiserslautern, apesar de não ter grandes craques além do Andreas Brehme e de não ser propriamente a espinha dorsal da Manschaft ou lá como se escreve, havia um gajo que me fazia pensar nisso. Até pensei que o gajo não fosse à selecção por usar a permanente e o bigode já fora de moda, mas agora, graças à internet, fico a saber mais dele: chegou a ir À selecção sim, até a um Mundial (1998) e além de jogar a ponta-de-lança, parece que também se desenrascava muito bem a trinco (isso lembra-me um jogador que era o Ricardo, do Olhanense, grande cabeceador). E uma coisa que não sabia, o gajo era da RDA. Isso explica muito. Mas não o penteado.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Cromo N.º 64 - Belodedic(i)



Para terminar, ou abrir um parente ou phil walker, na cena dos países menos coisos - mas continuando na cena dos refugiados sem ir ao óbvio Lubos Kubik - vamos para um que rivaliza com Paulo Sousa e até se deu ao luxo de retirar uma letra ao nome.

Romeno de nascença, campeão europeu com o Steaua de Bucareste em 86 na tal mítica final que o Ducandam defendeu uma téca de penáltes, e semi-finalista em 88 abatido por um golo de cabeça de Rui Águas a centro de Diamanatino, não sei se foi essa a razão, mas o "veado" (alcunha que não daria muito jeito no Mundial de 2014, mas não stressem que o homem aparece em anúncios de CERVEJA e tudo) nem esperou que o Ceaucescu fosse à vida no ano a seguir e refugiou-se noutro regime muito "diferente", passando do Estrela de Bucareste para o Estrela Vermelha de Belgrado.

Retirou a última letra do nome e ficou safo, para quem tinha jogado com os Bolonis e Hagis, agora passava a jogar com os Stojkovics, Savicevics e Mihailovics (sem que havia lá um Prosinecki, mas pronto) e em 91 ganha outra Taça dos Campeões e outra vez com nos penáltes!!!

E um gajo procura cenas dele (que ainda andou por Espanha e México antes de regressar ao Steaua) e encontra-o num documentário sobre o automóvel DACIA (dois minutos de vídeo no trailer, mais ou menos), e fica sabedorr que na terreola onde nasceu, onde o Danúbio entra na Roménia (uau, poético, é tipo VRSA ou Ayamonte ó Gonçalo) SOCOL, a população até é 52.9% sérvia e apenas 36.8% romena, ajudando a perceber a fuga em 1988.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Cromo N.º 63 - Rudi Vata



Para fechar mais uma trilogia o lacraubridgetjonês baralhou-me todo... sugeriu-me o albaneses Vata, Busuttil ou Abazai, mas por acaso nem sei se foi de propósito pra menganar, o Busutill é de Malta, os outros é que são desse pessoal que escapulia-se em barcos para Itália. Mas eu tava convencido que havia um avançado de Malta que fez furor no futebol belga e que se chamava Vata, mas se calhar tou mesmo todo trocado.

O "outro" Vata era mesmo albanês e defesa. E por acaso tinha vaga ideia dele no Celtic. Mas pesquisando agora fiquei sabedor que este Vata também ficou famoso em França, onde pediu asilo após um jogo internacional do Dinamo tirano, fazendo assim o circuíto habitual desta malta. Curiosamente foi para o Le Mans.

Mas o cromo fica do Energie Cottbus, que tá assinado e tudo.